Daniela,
Com todo o carinho e esperando que a nossa relação melhore com isto:
Eu sou condescendente contigo quando estou frente a frente contigo e cara a cara contigo e tolero coisas que normalmente não toleraria com outras pessoas, dada a minha maneira de ser. É normal! Todos fazemos isto! Não tratamos todos por igual! Todos somos condescendentes uns com os outros, de certa forma ou feitio. Há pessoas que eu critico mais e que sinto que o posso fazer. Há pessoas a quem não admito muitas coisas e lhes digo pois podem melhorar com isso e a nossa relação o permite. Espero o mesmo porque também falho, e muito. Não exigimos o mesmo nem suportamos o mesmo de todas as pessoas. Somos mais exigentes com umas, mais tolerantes com outras, mais condescendentes com outras. Toda a gente é condescendente contigo. Também o são comigo e uns com os outros. As diferenças nos diferentes tratamentos das pessoas estão no grau e frequência com que somos condescendentes, ou seja, daquilo que vemos e de que não gostamos mas que deixamos passar e não dizemos nada pois não tem nada que ver directamente connosco.
Tu achas que ninguém é condescendente contigo? Tu achas que toda a gente ama todos os traços da tua personalidade, toda a tua forma de ser? Tu achas que não há nada em ti que não seja perfeito? Os outros vêem esses defeitos em nós e toleram pois gostam de nós na mesma (por todo o conjunto) e porque se fôssemos exigir perfeição uns ao outros ninguém se conseguiria relacionar com ninguém.
Fui muito condescendente contigo. Sou-o com muitos aspectos de muitas pessoas. Sei que também o são comigo. Às vezes não nos diz respeito e tento não intervir nas outras pessoas nem na sua vida porque não me diz respeito. Só me manifesto quando sinto que já estão a abusar um bocadinho. Tu ficares muito espantada por eu ter sido condescendente contigo é para mim a prova de que não vês muitas coisas nas relações e depois reages tão intempestivamente. Todos somos condescendentes uns com os outros! Isto é tão óbvio que me surpreende o espanto. E não é por isso que não possamos gostar uns dos outros e, mesmo sendo muito condescendente, por vezes, ser bons amigos!
O que é que aqui pode não ser claro? Estamos a falar de relações humanas. Complexas mas conhecidas. Todos os dias na ordem do dia :) (agora sempre vai o smile).
Claro que podias escrever muito mais coisas aqui. Podes sempre escrever o que quiseres. E o facto de dizeres “mas não acho k seja correcto, nem é o fórum para tal, por isso por aqui me fico” já é, em si próprio, uma afirmação e já diz, em si próprio, muita coisa, mais do que desejarias, porventura.
Tens de perceber que tens dificuldades em transmitir muita coisa como desejarias ou, muitas vezes, transmites o que não querias deixar passar. Para se corrigir isso é preciso estarmos atentos aos outros e não só a nós próprios e é necessário que os outros nos confrontem com isso, com coragem ou sem coragem, mais vezes ou menos vezes.
Eu também poderia escrever muita coisa, ou antes, poderia ter dito muita coisa, durante todo o ano. Mas não disse. Não me cabe a mim dizer. E seria sempre necessário alguma predisposição para ouvir do outro lado! Agora que me irritas mais um bocadinho, posso apenas dizer que foste das pessoas com que fui mais condescendente em toda a minha vida! Não exagero! E às vezes nem sei como! Mas sei porquê, que é o que interessa.
Beijo! (queres um smile no final?)
Vou lá ter ao Espelho de Água, então (espero dar com isso). Não prometo que chegue a horas. Isso é muito cedo e o meu chefe não está cá hoje.
Percebo melhor a necessidade da reunião. Concordo com quase todas as medidas que foram sendo sugeridas e o tentarmos congregar esforços para uma solução conjunta. O que me faz escrever é, quase sempre, o tom. “Unidos???” “Olhos nos olhos”,… Isto não é nem pode ser uma coisa “estás connosco ou contra nós” nem um ultimato. Essa é a minha única questão. Quanto a tudo o resto, acho que vamos facilmente concordar, desde que, pelo menos por enquanto, seja sempre feito com calma, sensatez e não numa imediata posição de força.
Até lá,
Ao escrever aquele mail, sabia que estou no domínio dos terrenos perigosos porque podia antes estar sentadinho a dizer que não me dá jeito ir à reunião (que por acaso não dá – a minha vida pessoal anda um pouco complexa neste momento – ou então manter um low profile neste assunto e assim aprender com a maioria de vocês) mas que se escrever sobre isto tudo o que disser vai ser aproveitado ou mesmo descontextualizado a meu favor ou contra mim, mais cedo ou mais tarde. É natural! O pessoal anda inflaccionado! Não estava à espera que o Ferrari batesse o recorde de tempo do Gonçalo de usar as minhas palavras nos seus mails! Os estilos pegam-se!
Percebo melhor a necessidade da reunião agora! Não gosto do tom de quem mais activamente a defende! As coisas quando correm mal nestes casos são quase sempre por precipitação e falta de tranquilidade!
Acho que vocês estão a ir por caminhos perigosos que só necessitarão de ser trilhados em último caso e com toda a informação na mesa (e não com base no que se diz por aí, essa “coisa” que eu abomino quando é necessário tomar decisões) mas para os quais ainda não terá chegado a hora e que, provavelmente, não será nunca necessário trilhar. Mas isto, se calhar, é o velho Ricardo do Porto a escrever!
Bom dia!
Sexta-feira só estive cá até às 10.30 da manhã! Já não pude ver os vossos mails! Durante o fim-de-semana é que vi que tinha sido uma daquelas tardes traineeanas – quase 100 mails :).
Então o que é que me apraz dizer relativamente a este assunto:
Em primeiro lugar e antes de mais nada – funciono com espírito de corpo, ou seja, estar com o grupo vai ser sempre o meu objectivo, mesmo que não concorde. Ou seja, caso discordasse da opinião maioritária tentaria em sede própria expressar a minha opinião e tentar que ela fosse aceite. Se não fosse, estaria com alta probabilidade com o grupo, mesmo vencido. Isto em abstracto. Em concreto, concordo com esta reunião, mais ou menos :).
Mais ou menos porquê? Não gosto de reuniões. Sabem disso. São o maior desperdiçador de tempo laboral que os latinos usam, normalmente para passear egos, verbalizar tretas e fingir que se trabalha em horário de trabalho. Quanto mais gente na reunião, pior! E devem ser muito objectivas, com uma agenda bem definida e questões concretas para resolver. Assim, gostaria que a agenda fosse definida. O que vamos decidir?
1) Se for para dizer que isto é uma vergonha, isto não se faz, etc e tal… a reunião não serve. Já todos sabemos do desânimo uns dos outros e não vai adiantar nada juntarmo-nos para nos lamentarmos.
2) Aquela questão do contrato com retroactivos até 1 de Setembro acho que está resolvida. Toda a gente concorda (naturalmente) e é uma questão de se conseguir que isso fique por escrito quando aceitarmos o prolongamento do estágio, se isso vier a acontecer.
3) O que falta decidir? Onde é que acham que pode haver discordâncias? Quais são as questões? Se existirem questões onde possa não haver consenso, é muito mais fácil discuti-las por mail (onde eu posso dizer a minha opinião sem ser interrompido e onde este meio está aberto a todos e onde todos podem ler e pensar e decidir com a calma que entenderem) do que nas confusões do costume destes ajuntamentos (onde uns estão a sério, outros na tanga,… é inevitável – gostamos muito uns dos outros para que não nos queiramos divertir quando nos juntamos).
Assim, se houver necessidade de reunião, estou lá. Mas gostava de perceber qual é agenda em concreto e o que, muito objectivamente, temos que decidir.
Já agora, uma provocaçãozinha senão este mail nem parece meu (o Ricardo de Lisboa; o Ricardo do Porto era aquele que só escrevia coisas maduras). Algo que eu tenho vindo a dizer nalgumas ocasiões mas acho que ainda não escrevi. Percebo toda a desilusão de muita gente e algum sentimento de revolta. Mas o que é que nós andámos a fazer durante este ano? Andámos várias formações com os jogos psicológicos da Psycnet a aprender a superar, contrariar a adversidade, resistir (por vezes a provas duras fisicamente) e agora é a altura de pôr isso em prática – tem muito mais piada quando é a sério e se brinca com a vida do que quando estamos em simulações a projectar uma hipotética realidade que virá. Se a realidade chega, há que vivê-la. Apesar do como se desejaria que as coisas corressem, é sempre uma excelente oportunidade para nos pormos à prova, para nos mantermos calmos, para viver a vida “sem rede”, que é como sabe bem. Lembrem-se do mote: Dr. PT: How I Learned to Stop Worrying and Love the Company.
Para já vivemos com o que existe, com a certeza de que em tudo o que depende de nós tentamos fazer sempre melhor.
Novamente: se existir reunião estou lá. Mas gostava que ficasse mais claro o que vamos fazer e a verdadeira necessidade disso.
Atentamente,
Ó meu caralh* de Pedro Ferrari. Porque é que tu andas tão calado? Ou porque é que só escreves quando a lista é reduzida?
Anseio por ler mais de tão elevada prosa. Não gostas do maralhal na lista global? É f*dido! Estamos sempre a levar no corpo e a ser mal interpretados. Mas é democrático. Escreve, caralh*! Vou aí arrancar-te as palavras à força, qq dia!
Isso tudo é verdade, mas é uma falácia às premissas que levantei. Toda a gente sabe disso dos engenheiros. E por isso inibem-se. Qual é a alternativa? Não perguntar coisas a engenheiros? Não perguntar coisas a engenheiros quando estão mais que dois? Só comentaste a premissa inicial, que é válida, mas o meu argumento partiu daí:
1) A conversa secante de engenheiros tem tanto direito a existir nesta lista de mails como todas as outras.
2) Nessa conversa, mesmo que secante, há sempre muita gente que vai aprender e está disposta a aprender. Basta que exista uma. Isso tem mais valor que 100 mails de uma linha.
3) Quem escreve as explicações faz de graça, com dedicação, para ajudar. Isso é de louvar.
4) Cabe aos engenheiros não embarcar nessa guerra e não querer sempre “engonhar mais um bocadinho”.
5) Ontem comentava com o Filipe que o problema acontece que se ele escrever um mail bem escrito e 99% certo, vai haver um c*r*lh* qualquer que vai comentar o 1% onde pode não ser tão certo só para mostrar que sabe.
6) Não deixa de ser um debate interessante. Quem não quiser seguir, apaga! APAGA!
7) Cabe a todos terem bom senso. Se quem pergunta fica mais confusa, ganhou uma coisa: deixou a ignorância. E para se ficar a perceber a sério faz-se um telefonema. O mail ajuda a perceber quem sabe daquilo
8) O Filipe está sempre disposto a explicar coisas que demorariam horas a perceber. É incrível. Choca é que se possa não querer aprender.
9) Ninguém tem nunca dúvidas nesta empresa? Não perguntam nada com medo da conversa secante? Preferem não saber? Preferem falar de como está bonito o céu? Eu, se calhar, também preferia mas nunca abdicarei de perguntar. Não dá. Há gente muito boa aqui. Não se pode desperdiçar isso. Muito menos por ter medo de uns mails mais esquisitos quando todos os dias vejo-os a entrar às carradas na minha caixa (incluindo os que envio). É algo que não pode, simplesmente, acontecer.
Here we go again!
Recomendo-te que leias novamente o mail mas desta vez ainda mais devagar, a contar 5 segundos entre cada palavra.
Lá diz que se calhar até já sei as repostas às minhas perguntas, que se calhar resolvia o assunto pesquisando no google. Mas porque é que não o fiz? Essa é a questão que tens de fazer a ti próprio.
Até pode acontecer que eu me esteja borrifando para o TDT. O que eu quis (com a humildade possível) dizer é que quem quiser saber alguma coisa, PERGUNTE, seja o que for. Que se possa discutir também estes temas (para além de todos os outros), sem complexos (como não há para os outros). Estás-me a mandar ir investigar TDT? Essa é a resposta que eu não quero ler. Eu posso ir. Para mim é fácil. Sei onde o fazer. Mas para quem não é desta área, não é tão fácil. Uma ajuda é bem-vinda. Um pequeno parágrafo genérico, por vezes, chega.
Mas obrigado pela tua resposta. Não sabia que usava OFDM. Já ganhei alguma coisa.
O Gonçalo detesta ver engenheiros a ter conversas da treta... dá má imagem!
…
Mas que treta é esta? Como é que vocês se deixam convencer por este argumento?
Eu gosto dos mails, de escrever, de ler, etc… Dá para tudo. Tolero mais ou menos tudo. Todos filtramos. Usamos o delete mais rápido nuns, ou lemos na diagonal, concentramo-nos mais nuns assuntos ou noutros. Já deu para ver que esta lista dá para tudo o que interesse mais ou menos a todos ou a alguns. Contudo, acho que se falou pouco de tecnologia ou de serviços ou de conceitos técnicos (sejam de que área) do que se poderia ter feito. E parece que há este bicho papão de que esta conversa é esquisita, ou chinês para alguns, ou não expliques muito porque não me apetece,…
Isto é uma empresa de tecnologia. De serviços tecnológicos. Quanto mais se falar nisto, melhor. Se eu não perceber nada, pelo menos vou lendo uns nomes e fico a saber que existe. Se se tolera 70 mails para combinar uma ida à praia, deve tolerar-se todo e qualquer mail que fale de tecnologia, de serviços,… mesmo que “encriptado”, mesmo que só para alguns, mesmo que não me interesse. E se se gerar discussão entre alguns com nomes esquisitos, é tão legítima ou interessante ou aborrecida ou estimulante como todas as outras que se geram, com mails de uma linha, quase sempre sobre nada. Mesmo que a discussão seja, aproveitando o exemplo do Gonçalo “o meu GPON dá coça ao teu MPLS” (embora isto não faça sentido). Não quero criticar nenhum tipo de mail nem nenhum tipo de discussão. Sou frequente em participar em quase tudo e em alimentar essas discussões. Não quero é que se exclua o tipo de mails que deveria ser mais fomentado e que poderá ser mais útil. Se não me interessa, não leio, como se pode fazer com outro qualquer mail.
Acho que se se falar de coisas mais profissionais o pessoal acaba por se sentir mais incomodado, não percebendo eu porquê. Sinto sempre que quando uma discussão destas é interrompida perdi a oportunidade de aprender algo. E sinto que quando se sai do reply to all para responder directamente á pessoa que perguntou (para não “chatear” os outros, tb perdi a oportunidade de aprender, mesmo que já o saiba. Há sempre alguma coisa que se acrescenta.
Eu li o que o Filipe escreveu e fiquei com dúvidas. Se calhar já tenho uma ideia. Se calhar ia ao google e ficava a saber num instante. Mas apetece-me perguntar. Acho que é útil.
O TDT, Televisão Digital Terrestre, ou também conhecido por DVB-T, Digital vídeo Broadcast – Terrestrial, é uma forma de dar televisão por propagção de ondas electromagnéticas no ar. Muito parecido com a TV que temos com a antena tradicional, a qual recebe o sinal de televisão a partir de antenas espalhadas pelo país. A diferença para o TDT é que no mesmo espaço que podíamos dar os 1 canal de Televisão analógico podemos dar 5/7 canais digitais. Se quiseres mais explicações e não quiseres chatear a malta com isto telefona-me que eu explico te isso
Alguém sabe responder-me a isto?
Pode-se dar 5/7 canais digitais no espaço de um único canal analógico? Mas então a codificação digital não ocupa maior largura de banda? Estamos a falar de diferentes gamas do espectro para a transmissão, certo? Qual vai ser a da TDT? Como está planeado colocar-se as antenas? Vão ter a mesma potência? Vão-se usar os locais onde já estão colocados os retransmissores analógicos? Já se sabe alguma coisa sobre isso?
Calma, Daniel. Não sei o que te aconteceu mas tenho a certeza que tens razões para te sentires assim.
Mas há uma coisa que acho que já percebemos: os gajos do planeamento, para além de todas as suas competências e funções, têm de ter uma capacidade enorme de paciência e resiliência. Tem de fazer parte da vossa estrutura mental. Têm de se manter indefectíveis face às adversidades. Mais do que ninguém, são vocês que sentem as hesitações, o marcar passo em relação ao futuro, o ter medo de arriscar. Às vezes tem de ser assim. Muitas vezes não. E sim… não se pode ser incompetente a planear. E se isso acontece percebo a frustração. Mas calma e força. Parte de ti a energia para poder ir alterando as coisas, pouco a pouco, um bocadinho de cada vez, começando pelo que nos está mais perto.
Abraço,
O problema é outro. Tenho dificuldades porque, para mim, não existe Trainee revelação. E posso eleger uma Trainee do ano mas um pouco forçado. Também não há quem se tenha distinguido profissionalmente e socialmente ao mesmo tempo e na mesma ordem de grandeza, destacada de todas as outras. Que seja óbvio. Que, de facto, mereça! A haver, forçando um pouco, a miss revelação e a trainee do ano coincidem.
Esperem aí. Se calhar até há. Pena é que ninguém tenha percebido!
A minha última mensagem foi escrita antes de ler esta.
Quero continuar a receber os mails e quero entrar no fundo. Quem quiser avacalhar pode dizer já que também quer entrar fundo.
Lendo este mail, concordo com a votação e concordo com os prémios.
Quanto às categorias… tenho dificuldades. Não há, para mim, nenhuma trainee revelação. E quanto a uma trainee do ano, tb sinto dificuldades.
1) Vocês pensam que vão distinguir 3 meninas que vão ficar mais felizes e que as outras vão sorrir. Que é giro. Que se leva na boa. Isto é o cérebro masculino a funcionar. Elas vão ver 17 que perderam e 3 que são umas vacas por terem essa distinção. Enquanto a eleição que elas nos fizeram foi gira, é levada na boa por toda a gente (penso eu) e criou um bom momento naquele jantar, ao distinguirmos 3 ou 4 vamos criar mal-estar automático nas outras. É logo. É óbvio. Não levam na boa. Vão tentar diminuir aquilo ou retirar-lhe importância. Até aqui tudo bem. Mas é preciso ter isto em consideração.
Se querem fazer isto no outdoor, tem de se na fase mesmo final, porque isto vai marcar fortemente o evento em que for inserido. Mulehres a serem avaliadas lado a lado pelos seus colegas masculinos? Isto ferve no cérebro delas. E depois vai dar azo a comentários e a observações. O que quer que seja feito vai marcar esse evento. Não concordo que seja no outdoor pois esse é o momento onde vamos estar juntos pela última vez e nada que perturbe, entusiasme ou seja susceptível de alterar esse momento (e eu diria fortemente) deveria ser aí introduzido. 3 vão ficar contentes. 17 vão ficar a pensar porque não sou eu (não! Elas não percebem! Mesmo que seja evidente! Vão querer saber quem votou em quem. Vão querer saber razões.)
2) Avaliar com base em premissas diferentes das que elas nos avaliaram é também mau. Não temos de ser criativos. Indo a essas frases mais minuciosas significa que pensamos nisto a sério. É mais importante. Avaliamo-las mesmo. Todas vão ficar a saber que foram avaliadas e as que perderam não vão gostar. Se fizéssemos as três misses como já nos fizeram, não traz novidade, não traz mais informação do que as vencedoras, não é tão relevante, não implica tanta “entrega” nossa. E isso é desejável. Respondemos na mesma moeda, tão elegante como a outra, tão adequada ou não como a outra.
3) Nós vamos fazer uma coisa como deve ser. Toda a gente vai votar. O voto é secreto. Isto confere importância à eleição. Isto mostra que pensamos nisto. Isto confere relevância. Isto causa mais chatices. Acho que incluir uma coisa destas num evento oficial dos trainees não é adequado.
4) Vocês são homens, certo? Viram os mails? Como é que uma coisa destas não avacalha? È logo tudo a avacalhar! Mesmo que façamos uma coisa séria, vai haver avacalhanço, há entusiasmo, há hipótese de ser desagradável para elas. Isso é o que me preocupa. Feito num jantar não é tão grave. No outdoor é contraproducente.
5) Sugerir categorias diferentes é complexo e apetece avacalhar. Continuo a afirmar que era melhor repetir as categorias.
6) A ideia dos prémios é muito boa. T-shirts. Foto-montagens com a coroa de miss, etc, etc
7) A cerimónia de entrega tem de ter nível e ser o menos avacalhada possível. Aposto (e ao escrever isto já estou a reduzir as hipóteses de isso acontecer, desejavelmente) que, seja onde for, sobretudo no jantar (e aí há esse mal), quando a vencedora for receber o prémio vai-se ouvir: Tira! Tira! Tira! É inevitável. Como homem às vezes apetece-me ser levado na maré. Mas também como homem, normalmente, tenho vergonha.
8) É um concurso que implica dinâmicas de grupo e esse fenómeno é complexo. Acho que deveria ser o mais inócuo possível. O máximo 3 vencedoras. Se quiserem categorias diferentes tudo bem, mas só 3 vencedoras. Senão, parece que se inventaram categorias de propósito para algumas
9) A votação deve ser universal. Quem ganhar em cada categoria fica com o prémio. Se ganhar a mesma duas categorias, passa para a segunda. Pode haver questões a ponderar. Imaginem que a mesma fica em segundo nas três categorias. Essa merecia um prémio não? Não me parece que casos especiais aconteçam.
10) Tenho os meus votos de Miss Trainee, Miss Simpatia e Miss com maior potencial definidos há 2 meses. Se alterarem isto vão-me pôr a pensar outra vez. E isso demora. Não quero que seja gratuito.
11) Isto é mais ou menos a minha opinião. O que quer que decidam eu respeitarei e votarei, na mesma, em conformidade. Mas, provavelmente, não esperem grandes entusiasmos da minha parte, dependendo também de como as coisas correrem. Nunca gostei muito deste tipo de concursos devido à natureza humana. Adoro os que ganham e acho que devem ser destacados mas dependo de “em quê” e há sempre problemas com as que perdem. Uma coisa destas nunca passa impunemente, mesmo que fique apenas na intimidade de cada uma. É sempre um facto. Relevante. Como elas fizeram, acho que devemos tb fazer. Mas tenho as minhas dúvidas!
Claro que isto vai para a frente. De uma forma ou de outra. Tem de se fazer uma eleição. Se me perguntassem originalmente, não sei se alinhava muito numa ideia de eleger misses ou distinguir de outra forma mas como elas fizeram, acho que é justo.
Vamos para a frente com isso, então. É preciso é perceber que tipo de votação querem fazer.
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